Da periferia ao Planalto Central: Deputado WC afirma que já passou fome e já foi humilhado pela sociedade

julho 26, 2018


Ele rouba a cena por onde chega. É informal, polêmico...Se acha o “rei da cocada preta” e depois dessa entrevista eu nem sei se estarei viva para contar novas histórias (hahahahahhah). Brinks.

O certo é que por trás desse homem polêmico, tem um cidadão valente (e até demais) que me xingou praticamente em todas as perguntas, mas eu não desisti em nenhum momento de fazer as perguntas. Claro, fiz questão de editar algumas. (hahahaahahahah).

Wladimir Costa, atual deputado federal, eleito pelo Solidariedade (SD-PA) ficou conhecido nacionalmente ao disparar um rojão de confetes na Câmara dos Deputados (ele é marqueteiro, gente, paciência!). É o deputado mais destemido que eu já conheci. Mas, relevem porque eu nem conheço muitos deputados. 

Nunca, JAMAIS, irei condená-lo por aparecer em eventos públicos/políticos tomando uma cervejinha ou vestindo uma bermuda e calçando uma sandália de dedo. Enfim...
Essa entrevista foi feita com o apoio de uma equipe de profissionais que me enviou algumas perguntas, além de assuntos de bastidores. E quero dizer que foi tensa, mas também agradável, porque pude conhecer um pouquinho mais sobre a história do Wlad. Tudo foi feito por meio do “zap”, já que estamos distantes e optei em lançar como a primeira entrevista do No Salto, em site próprio. Espero que curtam. Eu curti!

No Salto: Quem é Wladimir Afonso da Costa Rabelo? Qual sua origem? 

Eu sou um cidadão que veio da periferia, que nasceu do ventre da nega Lucimar, uma negra que foi bastante discriminada pela sua cor e pela sua condição social, que criou sete filhos sem pai, que batalhou muito. Tenho 54 anos de idade, me tornei radialista, em 1986, apresentador de televisão em 1988 e ao longo de 30 anos atuo no mundo da comunicação (rádio, televisão, marketing, consultorias). Pelo quarto mandato consecutivo, atuo como deputado federal.

No Salto: Você é casado? 

Sou um homem casado com a dona Amanda Costa, pai de seis filhos, o mais velho, com 23 anos de idade e a mais novinha com apenas 5 dias de nascida. Sou muito bem definido sexualmente, sou muito bem casado. Sou um marido apaixonado. Ah, sou monogâmico. O meu coração é Deus, minha família, e minha mãe, a nega Lucimar.

No Salto: Você tem filhos com uma grande diferença de idade. Como é o Wlad pai e quais são os valores que o senhor prima na educação dos seus filhos em um mundo tão conturbado?

É verdade! O meu filho mais velho, tem 23 anos e a caçulinha, apenas 5 dias de nascida. Gosto de família grande. Está escrito na Bíblia: “Crescei e Multiplicai” e eu sigo, rigidamente, o que está escrito. Enquanto minha mulher quiser fazer neném, não tem problema. A mamãe criou 07 filhos, sem pai, e nenhum morreu de fome. Nenhum filho meu morrerá de fome até porque eu sou sumariamente contra o aborto, defendo, inclusive pena de prisão. Gosto de família grande. Tenho seis filhos e, se Deus me permitir, quero ter mais seis ou até quantos Deus me der. Quando não puder fazer mais, vou adotar mais uns cinco ou 10, é por ai.. Amo crianças. Também amo animais.

No Salto: Você nunca traiu?

Traição não existe no meu dicionário, nem na amizade, nem no amor..



No Salto: Você é um homem rico?

Sou rico de fé em Deus, sou rico de espírito santo no meu coração, sou rico de amor, rico de muita disposição para trabalhar, rico de muita humildade, mas de dinheiro...não sou rico não!

No Salto: Aliás, já passou fome na sua vida?

De onde eu vim, a fome que eu passei foi muito pouco. Aliás, nada comparada as humilhações que passei como morador de rua até os meus 13 anos de idade. A humilhação que passei nas mãos das pessoas, de uma sociedade, lamentavelmente muito egocêntrica e medíocre, doía muito mais que a fome. Passei fome sim, graças a Deus, e é por isso que eu incremento importantíssimos trabalhos de ação social. Só pra você ter ideia, o único deputado que possui projetos sociais, com distribuições de sopas, 02 parques itinerantes, que levam alegria e felicidade para as crianças carentes, sou eu. Cada parque possui, aproximadamente, 20 unidades de brinquedos e são instalados nos lugares mais remotos do Tapajós e do Sul e Sudeste do Pará, então isso demonstra carinho e amor.

No Salto: Você então não largou suas origens?

A verdadeira personalidade não esquece as suas origens e eu jamais esqueceria a minha. Sou muito grato a Deus por tudo o que passei porque eu senti na flor da pele o sofrimento, a miséria e a discriminação, e tudo isso hoje eu combato com muito trabalho, muita luta e muita garra.

No Salto: Conseguiria viver sem grana hoje?

Não sejamos hipócritas, ninguém consegue viver sem grana em lugar nenhum no mundo, nem nos países socialistas, nem eu, nem você e nem quem está lendo, ou com mais ou com menos. Precisamos de grana para sobreviver. Se não tiver grana vai morrer de fome mesmo, não tem jeito.

No Salto: A impressão que tenho é que você ama o poder. Acha que o poder que você tem nas mãos é para sempre?

Se eu não tiver poder, não consigo o tomógrafo para salvar vidas e eu não conseguiria mais de 50 milhões de reais para ser utilizado com asfalto... Eu tenho o poder não para buscar as minhas conquistas pessoais, mas para ajudar o povo. Eu sou membro de um poder que é o legislativo federal, ao qual fui conduzido pela sociedade.

No Salto: A quem o deputado Wladmir Costa representa? Quais as lutas/bandeiras?

Todas as lutas da sociedade que sonha com direito de igualdade, com justiça social, eu tô dentro! Estou exercendo meu mandato como deputado federal desde 2003. Já ajudei a aprovar a lei Maria da Penha, votei a favor do fim do imposto sindical, onde cada cidadão brasileiro trabalhador era obrigado a ter descontado dos seus proventos um dia do seu suado trabalho. Recentemente votei contra a aprovação da PLN2 que iria, literalmente, engessar todos os funcionários públicos e é isso que eu faço, luto pela qualidade de vida, pelo melhor para a população. Eu não foco em uma ou duas lutas, todas as lutas que sejam a favor da sociedade eu ajudo, porque sou pago por ela.

No Salto: Você ficou conhecido pelas cenas cômicas durante sessões decisivas na Câmara, como a distribuição de farinha de mandioca, como surgiu a ideia de fazer isso?

Eu, particularmente, amaria e até adoraria ter o talento de um humorista, pelo menos 10% de um Chico Anysio, quiçá 5% de um Renato Aragão, que tanto nos fizeram sorrir, que tanto nos fizeram felizes, mas eu não tenho talento pra humorista e não interpreto. Distribuir farinha, ou castanha do Pará, ou bombom de cupuaçu, eu não encaro como ato de humorismo e sim um ato de marketing, um ato de divulgar as delícias do nosso Pará que tem uma das melhores gastronomias do país e tem as melhorias iguarias, como o nosso sorvete, os nossos peixes deliciosos, o nosso tacacá, maniçoba... Então, eu sou aquele paraense nato e eu não escondo a cara que sou paraense. Sou do Pará e tenho muito orgulho! Trago, sim, o meu isopor pra cá, trago o meu açaí, a minha farinha de tapioca, bombons, maniçoba congelada, jambú...


Trago tudooo e distribuo para os meus colegas deputados e vocês não conseguem entender o tanto que eles ficam felizes, o tanto que eles reconhecem a minha humildade, o meu carinho em divulgar o nosso Estado. Eu trago pato no tucupi, arroz paraense, e não interpreto quando trago para os meus colegas nossas iguarias. Distribuo na câmara dos Deputados, no Senado, para os colegas ministros e para os funcionários do Congresso Nacional. Olha, acho que isso tá muito longe de ser um ato de humorismo. Eu tenho muito orgulho de fazer isso.

No Salto: E a bandeira enrolada ao pescoço, que virou marca registrada do deputado, qual o significado?


Enrolar a bandeira do meu glorioso clube do Remo pra mim é motivo de orgulho. Amarrar a bandeira do Pará no meu pescoço, também! Carregar a bandeira no peito, tatuá-la nas costas e também abraçar a bandeira do meu país é uma forma de dizer “Te amo, tô com você e se a gente tiver que morrer, a gente morre abraçado”.

No Salto: Sobre a tatuagem com o nome do presidente Michel Temer (PMDB), de quem foi a ideia e qual foi a intenção? O senhor tinha ideia que teria tamanha repercussão?


Hahahahaahahah Sim, sim, sobre a tatuagem de henna eu tive a ideia e qual a intenção? Ora, a intenção era provocar mesmo o pessoal do PT. Naquele momento a gente tava num amplo debate sobre a cassação da Dilma Rousseff que acabou se consolidando. O pessoal do PT zoava de lá e eu zoava daqui, como líder do Partido Solidariedade. E minha ideia realmente era provocar, encher o saco, pra deixá-los perturbados e conturbar mesmo a situação... Quanto a repercussão, óbvio, eu sou profissional de marketing, todo mundo sabe que eu faço televisão, que eu sou de rádio há muitos anos e também sou um profissional de marketing premiado nacionalmente e regionalmente. É ÓBVIO que profissionalmente eu saberia que aquilo iria causar um furor, que iria estremecer a República e a intenção era essa mesmo, e eu ADOREI. Se tivesse que fazer, repetiria tudo novamente.

No Salto: Sobre as fotos íntimas de uma mulher durante a votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a respeito da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), o senhor pode revelar o nome da mulher? Ainda tem contato com ela? Ela é mesmo de Santarém como se comentou na época?

Eu lamento que você esteja literalmente desinformada acerca deste suposto assunto. Isso pra mim é um invencionismo seu, porque eu nunca fui abordado, nunca fui entrevistado, nunca fui perguntado sobre envio de fotos intimas, inclusive, eu a desafio: Se você me mostrar uma única foto intima enviada, como você coloca na sua pergunta, eu entrego o meu salário de deputado deste mês integralmente de presente pra você. Se houver uma única foto eu enviando ou alguém enviando pra mim a tal foto, eu lhe presenteio com meu salário, porque eu desconheço alguma atitude minha nesse sentido. Acho a pergunta, inclusive, de extremo mal gosto.

No Salto: Você já se viu fora da política? Fazendo o que?

O fato de eu tá exercendo o 4º. mandato como deputado federal não me faz pensar ou imaginar que eu sou mais que um gari ou menos que um médico; que eu sou maior que o ministro do Supremo ou menor que qualquer pessoa que trabalha em serviços gerais. Eu, Wlad, não me considero deputado, mas, sim, o operário do povo, o mais proativo membro do Congresso Nacional, dentre todos os Deputados Federais e Senadores da República, todos! Não estou me referindo só aos 17 do Pará, eu estou dizendo que eu sou o mais produtivo, o mais proativo do país. E é muito fácil comprovar isso, basta ir nas páginas de cada federal do país, de cada senador e comparar as minhas conquistas com as deles. Então, eu não respiro política, eu tenho cinco profissões e todas elas muito bem consolidadas, portanto, eu não tenho nenhuma necessidade disso. Eu não vivo da política, ao contrário de muitos outros que se saírem da política, no outro dia não saberão o que fazer.

No Salto: Sobre a polêmica envolvendo o nome o do seu filho, Yorran Christie Braga da Costa, que teve suspensa a nomeação para o cargo de delegado federal de Desenvolvimento Agrário no Pará, o que houve de fato?

O assunto que envolveu a nomeação do meu filho Yorran Costa, como delegado do Ministério da Agricultura, acabou mexendo com o brio do pessoal do PT. Advogados do PT acabaram entrando com uma liminar para derrubar a nomeação. Derrubaram na justiça comum, mas, menos de uma semana, ele foi recolocado no cargo, por unanimidade, após ter entrado com recurso no Tribunal Superior de Justiça, em Brasília. Então, 01 juiz concedeu a liminar, atendendo o PT, e 12 juízes federais, imediatamente o colocaram no cargo. No entanto, ele optou em não mais ficar no cargo. Está seguindo com os estudos e tomando conta dos próprios negócios empresariais.

No Salto: O que é assunto proibido para o deputado Wlad?

Vários assuntos são proibidos pra mim: chantagem, suborno, corrupção, assaltos aos cofres públicos, transações ilícitas, ferir o decoro parlamentar, esses são os principais.

No Salto: Quem o deputado Wlad apoiará nas eleições para o Governo do Estado este ano?


Em nome da decência, da transparência, da competência e do destino do Pará, estarei apoiando o capitão da Polícia Militar do Estado do Pará, médico e 3 vezes presidente da Assembleia Legislativa do Estado, nada mais, nada menos, do que Márcio Miranda, com muito orgulho.

No Salto: Qual avaliação do mandato do governador Simão Jatene.

O servidor público, economista e professor universitário de nome Simão Robson de Oliveira Jatene que concluirá no próximo dia 1º. de janeiro o seu terceiro mandato como governador do estado do Pará, sairá de cabeça erguida e com seu nome definitivamente marcado na história. Nunca, nenhum governador na história do Pará, jamais irá fazer o que o Jatene fez como governador. Basta comparar, basta analisar, basta fazer as estatísticas e ver que o Jatene merece um busto seu em cada um dos 144 municípios do Estado.

A minha avaliação, hoje, é dizer que é um homem de honra, transparente, honesto, competente, um homem de preparo, onde nunca ninguém na história do Estado foi tão apaixonado pelas causas públicas como esse atual governador.

No Salto: Quais suas pretensões para Santarém. O senhor apoia o governo de Nélio Aguiar? O que acha da gestão dele?
Não tenho nenhuma pretensão em concorrer um dia a Prefeitura de Santarém. Independentemente de ser Nélio, João, Maria, Antônio... eu irei fazer porque eu, como deputado, não olho para ideologias ou bandeiras políticas. Só vejo a bandeira do povo. Sou recordista em estradas vicinais, construções de pontes, tomógrafos, ambulâncias, títulos de terras... Faço pelo povo, não pelos prefeitos.

No Salto: Você consegue despertar amor e ódio nas pessoas, o ódio é bem evidente, já o amor...

Eu, sinceramente, desconheço o ódio, eu vejo que as pessoas têm por mim muito apreço e admiração. Como é que um ódio pode ser evidente se eu já ganhei quatro eleições consecutivas, com poucos recursos? Nunca tive um prefeito no meu palanque, nunca tive um vereador, um padre, um pastor, uma liderança importante, ou menos importante, e venci quatro eleições. Como é que uma pessoa é odiada se é um colecionador de vitórias, é premiado nacionalmente como apresentador de televisão, disco de ouro como cantor (da banda Wlad), é premiado regional e nacionalmente, tem 54 títulos de cidadão de municípios paraenses? Aonde eu vou, há sempre uma mobilização muito grande. Nenhum candidato federal é mais convidado para fazer selfies do que eu.

Então, que ódio é esse? Eu acho (rs rs) que essa sua pergunta tá distorcida, vamos inverter?

No Salto: Então você é um homem de muitos amigos?

Sou um colecionador de amigos, em todo o território nacional, afinal de contas, somente na Câmara dos Deputados são 16 anos atuando como membro do Congresso Nacional e sempre sou recordista de votos, sempre tive muito mais votos do que eu necessitava para garantir a minha eleição, portanto, sou recordista de amigos. Tenho amigo gay, lésbica, pastor, prefeitos, vereadores, garis, funcionários públicos, policiais, enfim, amigos em todas as esferas estão dentro do meu coração.

No Salto: Você é do tipo que não leva desaforo pra casa, essa personalidade forte vem de onde?

Não me considero uma pessoa cabeça quente, pelo contrário, sou muito equilibrado. Também não me considero uma pessoa de sangue quente e que explode ou implode por qualquer situação. Só que tudo tem limite! Um exemplo foi o caso que aconteceu em Jacundá: desde a hora em que cheguei, o cara tava me xingando. Até o momento que ele me chamou de veado, eu ponderei porque tenho vários amigos gays e não considero ofensa. Sou muito bem posicionado sexualmente, portanto não me ofendi e até fingi que não escutei. Ele também me chamou de palhaço, mas também não me ofendi. Pô, os palhaços sempre oferecem tantas alegrias, né?. Mas, quando um “cabra” mexe com a mãe de um ser humano, ele tem que saber o risco que tá correndo. Eu já vi gente matar por bem menos! No momento em que ele me chamou de filho da puta, eu fui até ele, e ele resolveu ofender mais. Foi quando eu baixei a mão na cara dele.

No Salto: Você se arrependeu?

Simmm, me arrependo profundamente porque eu dei só um tapa. Eu gostaria de ter dado do outro lado, o esquerdo. Não é só a minha mãe, não é só a figura da mãe, mas eu quis defender a de uma mulher. Em 2003 eu fui peça principal na Lei Maria da Penha. A nossa voz ecoou, transformamos a lei em crime inafiançável e, agora, não muito distante, aprovamos também outra tipificação, diante da lei penal que é o feminicídio, mais uma vez minha voz ecoou. Mulher não pode ser agredida, não pode ser pisoteada... Então, ali eu meti a mão na cara dele: 1º.: por ele ter ofendido a minha mãe, 2º: por ele ter ofendido uma mãe e, 3º.: por ele ter ofendido uma mulher. E eu afirmo, aonde acontecer isso, onde quer que eu esteja, seja lá quem for, mexer com o maior patrimônio da minha vida, que é a nega Lucimar, eu vou brigar e vou para o discurso físico, pode ter certeza! E nesse caso realmente, não levo e nem quero levar desaforo pra casa.

No Salto: A política é um jogo de interesses. E por vezes, políticos que vivem às turras precisam fazer alianças e subir no mesmo palanque. Como você lida com essas situações?
Eu não frequento palanques alheios, eu tenho luz própria

No salto: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Eu sempre fui muito independente politicamente, eu sempre montei o meu próprio palanque, tal qual nessas eleições de 2018 nós sairemos com palanque próprio, com candidatura ao senado, uma chapa fechada para deputado estadual. A estrutura do Partido Solidariedade está toda organizada, toda estruturada, pronta para o grande desafio. Ao contrário, os outros que gostam de frequentar os palanques onde eu estou.

No Salto: Você faz o estilo despojado, mas também é vaidoso, o silicone no bumbum é verdade ou mentira? Já mudou alguma parte do corpo? Está satisfeito com tudo o que tem?

Bom, eu não possuo silicone no bumbum, no peitoral e nem no meu (Piiiimmmmm) eu não sei se, o fato de ter nascido muito bonito, do ventre da negra mais bonita do Brasil, que é minha mãe (nega Lucimar), desperta alguma espécie de inveja em determinadas pessoas que já perceberam que tenho alguns dotes avantajados. Mas, se um dia houver necessidade, ou eu sentir vontade, coloco e ainda divulgo. Eu não sou contra mulheres e homens que recorrem ao silicone no seio, ou no bumbum, na panturrilha... A gente não tem que se preocupar com os outros, porque tem muita gente que está nesse mundo para ficar jogando pedras e, pior, eles só querem atacar quem dá frutos. Portanto, eu já nasci naturalmente lindo e intimamente eu estou acima do padrão mundial, graças a Deus, o que provoca muita satisfação nas mulheres.

No Salto: De uns tempos para cá, você começou a comparecer aos eventos vestido de maneira informal (até demais) para uma autoridade. É só pra chamar atenção ou tem outra razão de ser?.


Todas as pessoas que acompanham a minha carreira de sucesso sabem que eu sempre fui uma pessoa muito descolada. Eu não sigo padrões. Eu não sou obrigado! Se alguns políticos se vestem de calça e sapato social, política de manga cumprida, é taxado de engomadinho. Se o cara veste bermuda, sandália havaiana e camiseta, é taxado de outra coisa. Eu não ligo para padrões. Não ligo para o que as pessoas pensam, até porque não são as roupas que formam a nossa personalidade. Eu vejo tantos engravatados, tantos pseudo-intelectuais envolvidos em roubalheira, em safadeza e vejo muita gente ai com seu jeans, gente vestida de forma humilde e que possui uma riqueza de caráter maravilhoso, riqueza espiritual fantástica. Portanto, eu não ligo. Me visto como eu quero, como eu gosto... O importante é eu da conta do recado como cidadão, como pai de família e como um operário do povo, que é isso que eu sou.

No Salto: O senhor costuma fazer vídeos e textos contra seus adversários, muitas vezes de forma sarcástica. O senhor não teme com essa postura acabar sendo visto apenas como uma figura polêmica?

Eu gravo vídeo sim! Eu cobro sim! Eu exijo sim dos meus pares, sejam eles senadores, deputados federais...Não vejo, em hipótese alguma, como sarcasmo os vídeos que eu gravo e as cobranças que faço. Pelo contrário, eu vejo como uma atitude cidadã, porque se eu sou proativo, se eu produzo, se eu trabalho muito e vejo que alguns deputados e senadores não fazem nem a metade do que estou fazendo e ainda querem pousar como os bonzões na captação de recursos e desenvolvimento de políticas públicas e eu sei que é mentira eu vou e desmonto eles, não quero nem saber.

No Salto: Do seu partido político também?

Quem quer que seja. Eu vou, cobro e exijo, porque por trás deste deputado Wlad existe um cidadão preocupado com o desenvolvimento do meu Estado, com a geração de emprego e renda, com as pessoas que estão desempregadas, com mãe ou pai de família que não tem a comida para colocar na mesa, com a titulação de terra, com a saúde, educação, com a formação e a qualificação profissional, com recursos para nossas universidades, que está preocupado com as crianças que estão na esfera de riscos, com as meninas à beira da prostituição e eu acho que tem que ser assim.

No Salto: Você acha que eles temem você como deputado?
Eu deixo muito à vontade qualquer senador ou deputado federal que acha que eu não estou produzindo, que eu não estou trabalhando, ou fazendo jus ao salário de R$33 mil, que eu recebo como deputado federal. Eles podem ir pra mídia social, podem me cobrar, podem exigir, porque tem que exigir, tem que cobrar. Nós somos fiscais do poder executivo e nós temos que nos autofiscalizar. Se isso é sarcasmo eu vou é apimentar mais, vou cobrar mais. Como é que pode!!! Eu, somente este ano consegui 158 ambulâncias. Para Santarém foram 04 semi-UTIs. O segundo colocado conseguiu 10. Por que o deputado Wlad conseguiu aproximadamente 76 patrulhas agrícolas mecanizadas? O segundo colocado, da bancada do Pará, quantas? 07. Por que essa distorção? É discrepante, absurdo isso! Deputado tem que ser cobrado, tem que ser exigido. Deputado ou senador, goste ou não goste de mim, tem que trabalhar, tem que fazer jus aos votos e ao salário. Não quero nem saber o que eles acham. Eu quero que eles façam o que eu faço, trabalhe, trabalhe, trabalhe para ser como eu: ovacionado, aplaudido e respeitado.

No Salto: E FIM!

P.S: As entrevistas No Salto fogem as tradicionais, portanto, abordam desde a vida pessoal, até a vida profissional do entrevistado. Aqui No Salto, se segura quem pode.

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1 comentários

  1. Parabéns Nubia seu site já chegou arrebentando
    Assim como o Wlad agora vc tem seu próprio palanque RSS
    É brilha com luz própria.
    Sucesso já é
    Então
    Boa sorte
    ����������

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