Peixada ao ar livre atrai centenas de consumidores para a Prainha

julho 30, 2018

Naldo Almeida, que hoje é conhecido como “Louro do Acari”, conta que certo dia colocou peixe para assar e depois apreciar, na companhia da esposa.
O local se tornou referência. Atrai gente de vários pontos da cidade e até turistas.



Texto e Fotos: Núbia Pereira

Onde há fumaça, há pescado! No 1º Festival do Acari que aconteceu no domingo, 29, em Santarém, no oeste do Pará, outros peixes também foram colocados na brasa, como o tambaqui e o mapará que complementaram o paladar de quem foi prestigiar o evento. A aposentada Rosimar Betcel reclamou da demora, mas para ela, o ambiente agradável, valeu cada minuto da espera.



Mil acaris foram colocados à venda. Por R$ 5 (unidade), o consumidor comia no local, com pimenta, farinha e limão.



Juciane Oliveira preferiu comprar o peixe para degustar na cada dela, junto com a família. Moradora de Alter do Chão, foi a primeira vez que a economista esteve no local, gostou do preço, das opções e já garantiu presença no próximo evento.



Além de assado, foram oferecidos caldeiradas e o famoso acari no tucupi. No meio da peixada teve ainda a tradicional galinha caipira.



Zé Francisco veio de Belém e não resistiu o peixinho assado saboreado debaixo das árvores. “São poucos os locais onde temos oportunidade de comer com tranquilidade, respirando ar puro e rodeados de pessoas, é como se a gente tivesse em casa”, ratifica.



História

A venda de peixe num cantinho do campo do antigo DER (Departamento de Estradas de Rodagem), localizado no bairro Prainha, começou há 8 anos, e foi bem por acaso.



Naldo Almeida, que hoje é conhecido como “Louro do Acari”, conta que certo dia colocou peixe para assar e depois apreciar, na companhia da esposa. “As pessoas que passavam pelo local sempre paravam para perguntar se o peixe assado tava à venda e foi, então, que percebi que eu estava diante de um grande negócio”, comemora.

O local se tornou referência. Atrai gente de vários pontos da cidade e até turistas. 


O Acari

O peixe é comum no rio Tapajós, no Pará e também em rios e igarapés do Amazonas. Por lá, é conhecido por “Bodó”. O corpo do peixe é revestido por placas e espinhos que servem para defesa contra predadores naturais, como por exemplo, os botos. O cascudinho apesar de assustador, revela-se um peixe com grande potencial econômico e nutricional.

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