Operação Perfuga: MP e Polícia Civil cumprem mandados de busca e apreensão na Câmara de Santarém

agosto 14, 2018



Promotores de Justiça, delegados e policiais civis cumprem nesta manhã (14), mandados de busca e apreensão na Câmara de Vereadores de Santarém, no oeste do Pará, em mais uma nova fase da operação Perfuga, deflagrada no ano passado e que investiga crimes de corrupção no Poder Legislativo.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, as ações estão concentradas neste momento no setor de recursos humanos daquela casa parlamentar.

A operação Perfuga teve início no dia 7 de agosto de 2017 e o principal alvo foi o ex-vereador Reginaldo Campos, que continua preso.

Xeque-mate - A 10ª fase da operação Perfuga, denominada 'Operação Xeque-mate', tem como alvo a Câmara Municipal de Santarém. Segundo informou o MP, as instituições cumprem sete mandados de busca e apreensão de documentos na Casa Legislativa, tudo autorizado judicialmente.

As buscas têm como finalidade apreender processos licitatórios, contratos, aditivos e documentos relacionados, tais como notas fiscais, ordens de compra e serviço, requisições, notas de empenho, liquidação e pagamento, etc.

Segundo foi apurado, há fortes indícios de direcionamento de licitações, com favorecimento de empresas específicas. Há também suspeita de envolvimento de servidores públicos e particulares.

O nome da operação decorre de ser esta uma das fases decisivas da investigação relacionada à Câmara, pois atinge períodos mais recentes, mesmo após a deflagração da primeira fase da Perfuga.

O esquema criminoso consistia, segundo apurado, em fraudes a processos licitatórios, com direcionamentos para que empresas determinadas se sagrassem vencedoras, frustrando o caráter competitivo da licitação, muitas vezes sem ocorrer sequer a sessão de abertura dos envelopes e julgamentos das propostas. 

Esse mesmo esquema foi realizado na gestão do então Vereador e Presidente da Câmara de Vereadores, Reginaldo Campos, no biênio 2015/2016. Após investigações, os indícios são fortes de que o esquema continuou na gestão atual, no biênio 2017/2018. 
Após a coleta de documentos, Ministério Público Estadual e Polícia Civil analisarão o material apreendido, dando continuidade às investigações.

Com informações do MPE

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