Botos encenam ritos amazônicos na Festa do Çairé

setembro 23, 2018


A apresentação do boto Tucuxi iniciou às 10h da noite de sábado, 22, com um público expressivo de torcedores e espectadores.

 A torcida que levantou para saudar grupos de indígenas que invadiam o lago dos botos com bastante simpatia. Alegorias gigantes retratavam a identidade tapajônica.



Nas cenas, o destaque para a preservação da natureza, com a fauna e flora compondo o cenário onde os itens eram apresentados aos jurados; os rios, de onde foi pescado o peixe servido de forma real ao boto cinza.



A história contada reuniu diversas tribos, inclusive relembrando o mais famoso dos tupaiús, o grande chefe Nurandaluguaburabara. 

No total, 800 brincantes deram vida a uma das histórias mais contadas na região do Tapajós. 



E teve rezas, curas, um show de misticismo, com o pajé surgindo do alto pendurado por uma flecha. 



Na fé dos povos antigos, o símbolo da santíssima trindade, carregou Valentina Gomes, a rainha.



 Já era mais uma hora de apresentação quando surge do céu um beija-flor trazendo a mais linda cabocla da festa.



A beleza das caboclas atraiu o boto que rapidamente se transformou em homem. 



Experiente e bastante sedutor, o boto tucuxi, encenado por Toninho Araújo, seduziu a cabocla Dani Tapajós, levando-a para dentro do rio, ora representado por uma piscina com água, e deixou a torcida delirando.


A origem do povo Borari marcou a apresentação do boto Cor de Rosa durante o Festival do Çairé.


Já era madrugada de domingo, quando surgiu no Lago dos Botos uma enorme taba indígena, representando a antiga aldeia dos primeiros habitantes de Alter do Chão. 



Uma grande oca simbolizava a morada dos índios da vila. Com uma mensagem universal alertando para a preservação da natureza, reforçando a importância dos cuidados com o meio ambiente, a Associação Folclórica ‘Boto Cor de Rosa’, com seus mais de 700 componentes, encantou o público que prestigiou o festival com um espetáculo cheio de magia, misticismo e cores. Foram duas horas de uma apresentação rica em detalhes e muito carimbó.



O boto encarnado impressionou os visitantes com grandes alegorias. O início da encenação foi marcado com a chegada ao Lago dos Botos de um Urubu-Rei trazendo nas garras o curandeiro para a encenação do ritual da pajelança. O que se viu a partir daí foram momentos de pura magia e muita emoção. A cada evolução dos itens defendidos pelo boto Rosa, uma surpresa. Cristina Caetano e outros cantores regionais, sobretudo do movimento de carimbó de Alter, deram um show à parte. E foi ao som do carimbó, ritmo tipicamente paraense, que o Rosa continuou surpreendendo o público. Durante toda apresentação, o boto levava a mensagem sobre a importância da preservação da do povo Borari. 

Foi assim quando artesãos encenaram a confecção de vasos com os traços da cerâmica tapajônica. Neste ato, surge a Rainha do Artesanato, simbolizando essa cultura. Em seguida, uma cobra-grande invadiu o Sairódromo trazendo a Rainha do Lago Verde. 


O ponto alto foi e encenação da lenda do boto, quando um lindo rapaz, encanta as cunhantãs com seu charme e sedução.  Alessandro Branco, o boto encantador chegou dentro de uma lua para delírio da nação vermelha, que das arquibancadas também defendeu um dos itens dessa disputa. Eliane Coelho, a Cabocla Borari, teve a responsabilidade junto com Alessandro de manter viva uma das lendas mais antigas da Amazônia.  
O Cor de Rosa encerrou sua apresentação com uma mensagem na língua Nheengatu, de um legítimo indígena borari.

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