Grito dos Excluídos vai às ruas contra a desigualdade e violência

setembro 04, 2018


Vida em primeiro lugar. Este será o tema do Grito dos Excluídos 2018. O movimento, que surgiu no Brasil em 1994, vai às ruas em Santarém, no oeste do Pará, nesta quarta-feira (5), Dia da Raça, bradar contra a desigualdade contra a violência. “Basta de privilégios!”, acentua o lema deste ano do Grito.

Aqui no município, o ato inicia às 17 horas, com concentração na Praça Rodrigues dos Santos. Representantes de diversos segmentos da sociedade vão participar das manifestações e reivindicações durante o desfile da semana da Pátria, que ocorrerá na avenida Tapajós. Em Santarém, a Pastoral Social da Diocese é quem organiza o movimento que conta com o apoio de vários entidades sociais, sindicatos, acadêmicos, indígenas, quilombolas e Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

O objetivo do Grito dos Excluídos é dar voz aos oprimidos da sociedade, que lutam contra as desigualdades sociais, contra a violência, etc.

O Grito dos Excluídos também marca o encerramento da Semana Social Diocesana que começou no último dia 29 de agosto, promovida pela Pastoral Social da Diocese de Santarém.

Segundo o coordenador da Pastoral Social, padre Guillermo Grisales, para organização do Grito várias reuniões foram realizadas: “Foram doze reuniões para articulação do grito dos excluídos para que tudo possa ocorrer de maneira pacifica e possamos somar na celebração expressando a série de dificuldades que padece a maioria da população brasileira e que nestes dias levanta a sua voz pública como parte da pátria, da que todos nós fazemos parte”.

Grito dos Excluídos

A manifestação surgiu no Brasil em 1994 e o 1º Grito dos Excluídos foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade daquele ano. Em 1999 o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas.

O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, de força social, que defende a dignidade do povo, denuncia a violência institucional, cobra das autoridades a responsabilidade social, ocupa espaços públicos para exigir do Estado a garantia do acesso e a universalização dos direitos básicos e constrói ações organizadas politicamente a fim de fortalecer e mobilizar o povo a lutar por um projeto de sociedade mais igualitária, justa e fraterna.

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