Indígenas Warao interagem com alunos de Umei no XI Salão do Livro

setembro 10, 2018


XI Salão do Livro da Região do Baixo Amazonas que iniciou na última sexta-feira (7), continua com as diversas atividades lúdicas e culturais de palestras, oficinas, teatros, sarau, encontros literários e sessão de autógrafos dos autores nos estandes nesta segunda-feira (10). As ações abraçam a inclusão social, a exemplo da visita do grupo de imigrantes indígenas da etnia Warao que pela primeira vez visitaram o espaço cultural e partilharam as atrações com estudantes da Unidade de Educação Infantil (Umei) Rosilda Campos.
Joana Ferreira Sousa, pedagoga e monitora da Casa de Acolhimento para Adultos e Famílias (Caaf), afirmou que incluir os indígenas na programação do Salão do Livro tornou significativo o momento para a vida deles. Atualmente a Prefeitura de Santarém, por meio das Secretarias Municipais de Trabalho e Assistência Social (Semtras) e Educação (Semed) atende setenta indígenas entre crianças, jovens e adultos. "Eles necessitam de nosso suporte que é um trabalho estruturado. Aqui estamos desenvolvendo a linha da introdução deles à educação. Eles querem conhecer a nossa cultura e também transmitir a deles. Eles ficaram empolgados e maravilhados com o evento, ficaram bem atentos a toda a apresentação", pontuou Joana.


A primeira atração foi a apresentação do teatro de fantoche 'O Macaco Zombador', da equipe itinerante do Projeto Ciranda da Escola de Artes da Semed. "A proposta do Projeto é interagir com a ludicidade e com a contação de histórias dos clássicos infantis regionais, sempre relacionados a uma temática atual. A moral da história deste espetáculo é o respeito ao próximo. Muito importante partilhar esse momento quando recebemos os índios venezuelanos em nossa cidade", destacou.
A coordenadora da Umei Rosilda Campos Nazaré de Sousa, localizada no bairro Maracanã disse que o Salão engrandece a arte da literatura quando junta-se em um só local diferentes realidades, brasileiros santarenos e índios venezuelanos. "É magnífico essa interação dos estudantes, é incrível partilhar o momento educativo junto aos indígenas. Nós sempre nos organizamos para trazer os nossos pequenos. A criança fantasia e imagina, e a partir desse imaginário, ela se desenvolve melhor na sala de aula e estende esse contato do criativo com a família. O Salão do Livro é um dos motivadores ao reforço ao desempenho escolar e familiar", enfatizou.


O espetáculo 'Livramento conta histórias brasileiras' também encantou a plateia. A frente estava Conceição Campos, paraense que atua no Rio de Janeiro (RJ). Ainda pela manhã, outros pontos estiveram com grandes participações de estudantes como o Sarau Lítero Musical, da Escola Estadual Pedro Álvares Cabral, a palestra 'As evoluções ocorridas no Baixo Amazonas nas décadas de 1920 a 1930', da professora e historiadora Terezinha Amorim, oficinas (BR Office Linux Educacional e Recriando a cuia, utilizando técnica da decoupagem), além das visitações.
O XI Salão do Livro da Região do Baixo Amazonas prossegue com atividades até o próximo domingo, 16.

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