MRN assegura integridade do sistema de gestão de rejeitos

fevereiro 26, 2019


A atenção da sociedade à segurança de barragens de mineração é o ponto de partida para a Mineração Rio do Norte (MRN), ampliar sua agenda de diálogo com diversos setores da sociedade, com o objetivo de esclarecer dúvidas e inseguranças sobre o gerenciamento dos rejeitos de bauxita sob controle da empresa. Vereadores de Oriximiná, Universidade Federal do Oeste do Pará, comunidades e outros segmentos da sociedade já visitaram as barragens da empresa.

“Nós partilhamos da preocupação da sociedade com as barragens e temos total compromisso em continuar com um sistema cada vez mais seguro”, afirma Wanderson Silvério, gerente de Barragens da MRN, que coordena uma equipe de quase 100 profissionais responsáveis pelo planejamento, monitoramento e manutenção do sistema.

Maior produtora de bauxita do Brasil e a terceira maior do mundo, a Mineração Rio do Norte (MRN) completa 40 anos. A empresa tem capacidade de produção anual de 18 milhões de bauxita beneficiada. Somente em 2018, a mineradora investiu cerca de R$ 80 milhões no sistema de gestão de rejeitos, que opera 23 tanques de rejeitos totalmente diferentes daqueles existentes anteriormente em Mariana ou Brumadinho (MG), além de duas barragens exclusivamente para coletar e tratar água das chuvas.

Wanderson detalha que a MRN utiliza tanques (erguidos com quatro paredes de solo compactado) ao invés de barragens (apenas uma parede). A técnica construtiva na MRN é o método de linha de centro à montante, diferente das tradicionais barragens à montante. Os tanques da MRN têm altura média de 17 metros, enquanto as barragens em Minas Gerais tinham 80 metros (Brumadinho) e 100 metros (Mariana). Os rejeitos são formados por areia e argila separados da bauxita por lavagem, sem químicos.

O gerente acrescenta que “não somente os tanques, mas todo o contexto da MRN é diferente do que ocorreu em Minas Gerais”. Ele detalha que os rejeitos, depois de depositados, se tornam sólidos a ponto de ser possível caminhar sob o material. “Só isso já torna os efeitos de uma ruptura menos impactantes às pessoas”. Além disso, as comunidades estão até 30 km distantes dos tanques, em uma região de relevo quase plano, o que tornaria o fluxo do rejeito mais lento. “A soma desses fatores significa que, na hipótese de uma ruptura, os rejeitos não teriam força suficiente para ameaçar a vida das pessoas”.

Os detalhes estão descritos no Plano de Atendimento de Emergências de Barragens de Mineração (PAEBM) elaborado pela MRN e entregue às autoridades. Paralelo a isto, o gerente afirma que a empresa está detalhando o plano de contingência e recuperação e o plano de comunicação, o que vai permitir em breve realizar treinamentos e simulações com comunidades, por exemplo. Também está sendo planejada a mudança das instalações administrativas vizinhas aos tanques de rejeitos, para aumentar a prevenção na hipótese de um acidente. Está nos planos ainda fortalecer a Defesa Civil de Oriximiná. “São iniciativas para aumentar a capacidade de resposta a uma hipótese simulada”. A empresa afirma que não há risco iminente de acidentes.

Complementar a este trabalho, a MRN vem promovendo uma série de visitas à imprensa para convidar jornalistas de diversos veículos a conhecer pessoalmente seu sistema de gestão de rejeitos. “Assim como o poder público e as comunidades, é de nosso total interesse prevenir acidentes. Dividir informações com o público é mais um passo nesse trabalho de prevenção”, destaca o gerente de Barragens da empresa.

Barragens - A MRN também opera com duas barragens (chamadas A1 e Água Fria) que não contém rejeitos, mas sim água da chuva coletada da área industrial situada no porto da empresa. Com alturas de 8 e 11 metros, respectivamente, elas não têm rejeitos de bauxita e são classificadas pelas autoridades como baixo risco e baixo dano potencial associado. As comunidades vizinhas às barragens de água estão localizadas em alturas maiores.

Fonte: Divulgação I MRN

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