Empresários participam de debate sobre transformações climáticas na Amazônia

março 23, 2019

Empresários, representantes de entidades sindicais, do poder público e de instituições científicas, além de outros formadores de opinião, participaram esta semana em Belém, de uma reunião de trabalho conduzida por estudiosos do clima no Brasil, que entre outros assuntos, traçaram um paralelo entre as transformações climáticas e os interesses econômicos que pautam as políticas públicas ambientais no mundo. Falaram sobre o tema o professor doutor da Universidade Federal do Pará, Luis Ercilio Faria Junior; o coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia (2º Distrito de Belém) José Raimundo Abreu Souza; e o físico, doutor em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas, Luiz Carlos Baldicero Molion. O encontro foi promovido pelo Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra), do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará e pelo Centro de Indústrias do Pará (CIP), em Belém.

Após explicar a trajetória das transformações climáticas ocorridas no planeta entre os séculos 20 e 21, Molion traçou diversas críticas às teorias defendidas por organismos de pesquisa e ambientalistas que relacionam a atividade humana como uma das principais responsáveis pelas alterações climáticas que ameaçam a sobrevivência na Terra. Segundo ele, “não existem evidências físicas da influência humana no clima global. Catástrofes provocadas pelo clima já existiam mesmo antes do homem ser capaz de emitir qualquer substância na atmosfera e isso sempre vai acontecer porque o clima está sempre em mutação”, afirma.

Para o estudioso os “cenários alarmistas criados por grupos no mundo todo, existem interesses e financeiros e políticos que acabam por fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance, que causam grandes impactos socioeconômicos, tanto em âmbito nacional como global”.

Segundo o presidente do Centro de Indústrias do Pará (CIP), José Maria Mendonça, a discussão visou alertar governantes e opinião para que concentrem suas ações e investimentos em questões ambientais que afetam diretamente a sociedade, como por exemplo, a falta de acesso a redes de saneamento básico para mais de 100 milhões de brasileiros. “O que queremos é que nossos governantes tenham mais conhecimento, mais embasamento, na hora de pensar suas estratégias para o país, sejam elas ambientais, econômicas ou políticas. E quando se fala em Amazônia, essa atenção deve ser redobrada pois muitas informações sobre a região são divulgadas de forma incorreta ou influenciada por interesses políticos e financeiros, provocando um engessamento ao nosso desenvolvimento”, afirma Mendonça.

Fiepa

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