Polícia prende cinco dos oito suspeitos de cometer chacina no Guamá; dois são policiais militares

maio 24, 2019

Um cabo da Polícia Militar (PM), identificado como Wellington Almeida Oliveira, foi preso nesta sexta-feira (24) suspeito de participar da chacina no bairro do Guamá, que matou 11 pessoas (6 mulheres e 5 homens), no último domingo (19). O militar foi preso enquanto estava em serviço no 2º Batalhão. Outro policial se entregou no final da tarde de hoje na sede da Delegacia-Geral, em Belém, Wellington Almeida Oliveira. As investigações já definiram duas possíveis motivações do crime. O inquérito agora tem dez dias de prazo legal para ser concluído e remetido ao Poder Judiciário. As informações foram repassadas durante coletiva à imprensa.

Até o momento, as investigações resultaram em cinco pessoas presas: Edivaldo dos Santos Santana; Aguinaldo Torres Pinto; Jaisson Costa Serra, e os policiais militares Wellington Almeida Oliveira e Pedro Josimar Nogueira da Silva. Estão foragidos um homem identificado como Diel, e os policiais militares Fernandes de Lima e José Maria da Silva Nogueira.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Pará (SEGUP), outros três PMs continuam foragidos, são eles: José Maria da Silva Noronha e Leonardo, ambos do 2º BPM, e Pedro Josimar Nogueira da Silva, da Rotam.

No total foram oito pessoas identificadas, sendo quatro PMs (um da reserva) e quatro civis:


1- Cabo PM Pedro Josimar Nogueira da Silva(preso);
2- Cabo PM Wellington Almeida Oliveira (preso);
3- Cabo PM Leonardo Fernandes de Lima (foragido);
4- Cabo PM José Maria da Silva Noronha (foragido);
5- Jailson (civil- preso);
6- Santana (civil - preso);
7- Aguinaldo (civil - preso)
8- Diel (civil - foragido)

PMs acusados de participação na Chacina do Guamá (Divulgação Polícia Civil)

O secretário de Segurança Pública, Ualame Machado, esclareceu que, nem todos os presos estão envolvidos diretamente na ação criminal, mas têm participação no suporte, na logística e no acompanhamento dos possíveis alvos do crime. "Cada um teve sua participação e todos eles contribuíram de alguma forma para a chacina". Em relação à motivação do crime, o secretário reservou ainda a mantê-las em sigilo até o final do inquérito. Segundo o secretário, até o prazo final das investigação, a meta é localizar as pessoas que estão foragidas, consideradas as principais envolvidas no crime, para que sejam ouvidas em depoimento e confirmem uma das duas hipóteses de motivação do crime existentes no inquérito.

O comandante-geral da PM, Dilson Junior, enfatizou que caso os policiais militares acusados dos crimes são quatro cabos da ativa da PM e outro da reserva. Em relação aos foragidos, caso não sejam encontrados, explica o coronel, vai começar o prazo de deserção. "No prazo de oito dias, serão considerados desertores e terão seus vencidos bloqueados", explica. Dilson Junior ressalta que a PM do Pará vai continuar atuando com rigor na punição. O Código de Ética da PM prevê a exclusão a bem da disciplina. Segundo ele, logo que ocorreram as mortes, no domingo, no dia seguinte, a Corregedoria da PM iniciou a apuração, por meio de inquérito policial militar, de informações sobre possível associação de policiais militares para a prática dos crimes.

Todas as 11 vítimas da chacina já foram identificadas, são elas:


- Márcio Rogério Silveira Assunção, 36 anos;
- Samira Tavares Cavalcante, 36;
- Leandro Breno Tavares da Silva, 21;
- Meire Helen Sousa Fonseca, 35;
- Paulo Henrique Passos Ferreira, 24;
- Flávia Teles Farias da Silva, 32;
- Sérgio dos Santos Oliveira, 38;
- Tereza Raquel Silva Franco, 33;
- Maria Ivanilza Pinheiro Monteiro (dona do bar onde ocorreu o crime), 52;
- Samara Silva Maciel, 23;
- Alex Rubens Roque Silva, 41 anos.
O sobrevivente permanece internado em estado grave. Por questões de segurança, o nome da instituição de saúde não será revelado.
ORM

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